Opinião Grand House |
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Não sei o que se passa na cabeça das pessoas quando se fala em “drogas”. Enquanto o individuo fuma seu baseado, mamãe toma seu antidepressivo, papai toma umas e outras e a irmãzinha usa comprimidos para ficar sem apetite (é o que ela diz). |
Sem falar na TV – todo mundo “ligado” de 4 a 6 horas por dia... Conclusão: droga é o que se compra na rua, pagando caro e disfarçando. O que vem de Farmácia ou do Bar não é droga. Nem TV cinco horas por dia. Será que é só o dependente que usa droga afim de “fugir da Realidade”? Ou será que todos nós, de vês em quando, “acordamos” e percebemos que nosso mundo é um perigo e uma loucura o tempo todo - e para todos? Por isso em nossa Clinica Grand House ”- nos servimos o tempo todo entre nós – técnicos - familiares e internos a qualquer momento, o remédio que todos procuram – e que todos necessitam: atenção afetuosa, reconhecimento – olhos nos olhos – de que cada um é diferente de todos os outros – e que isso é ótimo. Que temos disponível a qualquer momento uma riqueza de elos amistosos e amorosos disponíveis – muito alem dos elos familiares, tão limitados e tão limitantes. Só fora da Família poderemos nos reformular, transformar, crescer. Porque para isso precisamos conviver com desconhecidos que nos olhem nos olhos, que nos dêm atenção, que se interessem por nós como se fossemos – como somos - cada um diferente de todos os demais. Por isso as trocas – e os laços - entre nós, não têm fim. Talvez nos sintamos, então, em uma realidade não mais ameaçadora – mas acolhedora. Uma realidade da qual ficamos felizes em fazer parte – sem vontade alguma de “fugir” (dessa realidade). Venha se encontrar (recuperar-se) com a gente... Dr. José Angelo Gaiarsa |
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